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ÁREA DESTINADA À SOJA CRESCE E APLICAÇÃO DE FERTILIZANTES SERÁ MENOR EM MT

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Pesquisa realizada pela Fundação MT, em parceria com a Agrinvest, aponta que a safra 2022/23 de soja, em Mato Grosso, com nova área recorde, mesmo sob um cenário de ‘economia’ na utilização de fertilizantes. A pesquisa ouviu cerca de 100 produtores de grãos do Estado.

A pesquisa mostrou que 72% dos agricultores pretendem aumentar a área plantada em setembro, com 40% dos entrevistados dizendo que expandiriam os plantios acima de 5%, e 32% em até 5%, segundo a Agrinvest.

Em relação ao uso de fertilizantes, 64% disseram que reduziriam as aplicações em até 20%, enquanto 15% disseram que reduziriam o uso de adubos acima desse nível.

“Tem uma grande discussão se o rendimento da soja será afetado pela redução do uso dos fertilizantes”, disse Jeferson Souza, analista da Agrinvest. “O Brasil é grande e tem áreas muito heterogêneas e por isso a análise é caso a caso”

A safra que tem início em setembro, quando produtores mato-grossenses retomam os trabalhos no campo, terá características próprias e deverá de fato ser marcada por uma redução na utilização dos fertilizantes. O preço dos insumos é o grande entrave à utilização, bem como a incertezas em relação às entregas, visto que há uma grande demanda internacional e seguem os entraves em decorrência da guerra entre Rússia e Ucrânia. “Os preços dos nutrientes agrícolas subiram como resultado de sanções ao grande fornecedor Belarus, restrições às exportações chinesas de fertilizantes e sanções à Rússia, grande fornecedora do Brasil”.

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Conforme dados da Agrinvest e da Reuters, a tendência de ampliação de área cultivada com a soja se confirma entre os produtores brasileiros. A pesquisa aponta para incremento de área em 1,5% em todo o país. O Brasil plantou 40,8 milhões de hectares com soja no ciclo 2021/22, uma expansão de 4,1%, segundo dados do governo.

Ainda sobre a pesquisa, ela revela que 72% dos agricultores pretendem aumentar a área plantada em setembro, com 40% dos entrevistados dizendo que expandiriam os plantios acima de 5%, e 32% em até 5%, segundo a Agrinvest.

Em relação ao uso de fertilizantes, 64% disseram que reduziriam as aplicações em até 20%, enquanto 15% disseram que reduziriam o uso de adubos acima desse nível.

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Da Redação

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AGRONEGÓCIO

Exportações de carne de Mato Grosso alcançam o 3º maior resultado da série histórica

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O volume de exportações de carne bovina em equivalente carcaça oriunda de Mato Grosso alcançou, em março de 2022, o terceiro maior resultado da série histórica da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

O volume total exportado no período foi de 49,5 mil toneladas em equivalente carcaça (mil TEC). Esse montante está abaixo somente do registrado nos meses de agosto e setembro de 2021, quando foram exportados 50,18 mil TEC e 55,49 mil TEC, respectivamente.

Os dados são do boletim do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), que apontam que o volume exportado em março – 49,50 mil TEC – representa um acréscimo de 9,74% em relação ao mês de fevereiro deste ano.

Essa alta está relacionada ao fato de que alguns países que atendem ao mercado halal, como Singapura e Irã, aumentaram em 386,40% e 312,80%, respectivamente, as suas compras no período.

O gerente de relações institucionais da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Nilton Mesquita, explica que essas exportações são uma surpresa positiva, visto que a alta no volume dos embarques é costumeiramente registrada no segundo semestre do ano, devido à maior demanda do mercado.

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“A partir do mês de agosto, se encaminhando para o final do ano, é um período de maior demanda por carnes. Então, é um período de maior abate, maior valorização da arroba e, por consequência, uma maior exportação. Já o aumento das exportações neste ano, no mês de março, é reflexo da alta demanda de compra dos mercados externos, especialmente do mercado árabe, que trouxe esses números expressivos neste momento”, explicou.

Quanto ao faturamento, o resultado das exportações foi de US$ 223,72 milhões no mês de março. Isso representa um acréscimo de 18,71% ante o mês de fevereiro, que somou US$ 188,45 milhões. “Ou seja, houve uma valorização no preço pago pela proteína mato-grossense no respectivo mês”, concluiu.
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