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Encontro técnico fomenta produção e comercialização da pitaya em Mato Grosso

A fruta possui um ótimo valor comercial e é uma oportunidade de negócio para produtores do Estado

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O Encontro Técnico da Pitaya reuniu cerca de 100 pessoas, entre produtores, técnicos e  gestores, nesta sexta-feira (04.03), em Tangará da Serra (a 239 km de Cuiabá). Promovido pela Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), o encontro teve como objetivo incentivar a produção e a comercialização da fruta que possui um ótimo valor comercial e é uma oportunidade de negócio para produtores do Estado.

O presidente da Empaer, Renaldo Loffi, destaca que a iniciativa busca evidenciar as ações desenvolvidas pela Empaer na área finalística. “Todo conhecimento, pesquisa e assistência técnica precisam ser compartilhados. Na prática, é o que estamos mostrando na oportunidade. O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Agricultura Familiar (Seaf), vem reforçar essa união junto às prefeituras e secretarias municipais”.

O secretário de Estado de Planejamento e Gestão, Basílio Bezerra, destacou que o Governo do Estado tem os olhos voltados a cada mato-grossense e com a agricultura familiar não seria diferente. “Durante o período de gestão já foram investidos milhões em máquinas, implementos agrícolas, produção de mudas, melhoramento genético, entre outras benfeitorias para o segmento e vamos continuar dando uma atenção especial. Coloco-me à disposição e espero participar de outros encontros técnicos”.

Presidente Renaldo Loffi com as autoridades presentes Foto: Empaer

O secretário adjunto da Seaf, Clovis Figueiredo Cardoso, frisou que são 130 mil famílias assentadas no Estado que vivem da agricultura familiar. “Essas unidades familiares produzem leite, plantam e ainda tem o artesanato, tudo como fonte de renda. A Empaer tem um papel fundamental nesse processo com a pesquisa e a extensão rural. A meta é tornar Mato Grosso o maior produtor de alimentos do país”.

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O secretário de Agricultura de Tangará da Serra, Rogério Rio, representando o prefeito Vander Masson, ressaltou a importância do encontro técnico, o segundo em tão pouco tempo, sendo o primeiro do café com uma repercussão muito positiva na região. “É uma satisfação contar com a presença do Governo do Estado aqui. Neste momento, queremos estimular nossos produtores familiares a produzir pitaya e, com o apoio da Empaer, sabemos que é possível tem uma rentabilidade satisfatória. No momento estamos no desafio da comercialização, mas vamos avançar e ser referência para outras cidades da região”.

Produzindo pitaya desde 2017 e com assistência técnica da Empaer, com 1.200 pés, o produtor Ademir dos Santos Moreira, da cidade de Curvelândia, era um dos expectadores do encontro. Entusiasta, aproveitou para trocar experiência e sanar suas dúvidas.

Acompanhado do  técnico da Empaer Tarcísio Wunsch Júnior, Ademir ressaltou que está muito satisfeito com a sua produção e estimula outros agricultores a seguir seu exemplo. Ele dividiu sua propriedade com a produção do abacaxi perola que produz há mais de 20 anos.

“Acreditei na pitaya e venho há alguns anos colhendo o investimento que é rentável. O encontro só trouxe a certeza que estou no caminho certo e vou ampliar minha área para produzir mais”, pontua ele.

Realizado no Campo Experimental, uma das palestras foi sobre materiais genéticos da fruta que, segundo a pesquisadora da Empaer, doutora Dalilhia Santos, o recomendado para produção no Estado são de cinco materiais genéticos que foram validados junto à Embrapa, sendo elas: BRS – Lua do Cerrado, Luz do Cerrado, Minipitaya do Cerrado, Granada do Cerrado e Âmbar do Cerrado. “Essas cinco cultivares são auto férteis, ou seja, não precisam de polinização manual”, destaca.

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Materiais genéticos da fruta foi tema da pesquisadora da Empaer, doutora Dalilhia Foto: Empaer

Sobre manejo do solo, irrigação e até a forma correta da plantação de uma muda, foi destacada pelo supervisor do Campo Experimental, Welington Procópio.  “Aproveitamos para mostrar na prática como fazer o preparo de solo, o tamanho correto da muda, o espaçamento de plantio, coveamento e adubação, a irrigação, o plantio e o sistema de sustentação. Foi um momento de troca e de muito aprendizado”. Logo em seguida foram mostradas as principais pragas que atingem a fruta com exemplares de cada uma delas.

Supervisor do Campo Experimental, Welington Procópio falou do manejo do solo e cuidados Foto: Empaer

Ao final, foram apresentadas pela técnica e nutricionista Gabrielle Lopes os benefícios nutricionais e as várias formas de consumo da polpa e da casca da fruta em geléias, batidas, sorvetes e iogurtes para serem usadas como mais uma opção de fonte de renda. “Da fruta se aproveita tudo, o importante é saber como. Entregamos um folder com receitas para serem testadas em casa, além de sorteio de um potinho de geléia”.

Estiveram presentes no encontro vereadores de Tangará da Serra, secretários municipais e produtores de Porto Estrela, Arenápolis, Juína, Campo Verde, Porto dos Gaúchos e Lucas do Rio Verde, acompanhados dos técnicos da Empaer, além de Barra do Garças e Rondonópolis.

Da Redação

 

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ÁREA DESTINADA À SOJA CRESCE E APLICAÇÃO DE FERTILIZANTES SERÁ MENOR EM MT

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Pesquisa realizada pela Fundação MT, em parceria com a Agrinvest, aponta que a safra 2022/23 de soja, em Mato Grosso, com nova área recorde, mesmo sob um cenário de ‘economia’ na utilização de fertilizantes. A pesquisa ouviu cerca de 100 produtores de grãos do Estado.

A pesquisa mostrou que 72% dos agricultores pretendem aumentar a área plantada em setembro, com 40% dos entrevistados dizendo que expandiriam os plantios acima de 5%, e 32% em até 5%, segundo a Agrinvest.

Em relação ao uso de fertilizantes, 64% disseram que reduziriam as aplicações em até 20%, enquanto 15% disseram que reduziriam o uso de adubos acima desse nível.

“Tem uma grande discussão se o rendimento da soja será afetado pela redução do uso dos fertilizantes”, disse Jeferson Souza, analista da Agrinvest. “O Brasil é grande e tem áreas muito heterogêneas e por isso a análise é caso a caso”

A safra que tem início em setembro, quando produtores mato-grossenses retomam os trabalhos no campo, terá características próprias e deverá de fato ser marcada por uma redução na utilização dos fertilizantes. O preço dos insumos é o grande entrave à utilização, bem como a incertezas em relação às entregas, visto que há uma grande demanda internacional e seguem os entraves em decorrência da guerra entre Rússia e Ucrânia. “Os preços dos nutrientes agrícolas subiram como resultado de sanções ao grande fornecedor Belarus, restrições às exportações chinesas de fertilizantes e sanções à Rússia, grande fornecedora do Brasil”.

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Conforme dados da Agrinvest e da Reuters, a tendência de ampliação de área cultivada com a soja se confirma entre os produtores brasileiros. A pesquisa aponta para incremento de área em 1,5% em todo o país. O Brasil plantou 40,8 milhões de hectares com soja no ciclo 2021/22, uma expansão de 4,1%, segundo dados do governo.

Ainda sobre a pesquisa, ela revela que 72% dos agricultores pretendem aumentar a área plantada em setembro, com 40% dos entrevistados dizendo que expandiriam os plantios acima de 5%, e 32% em até 5%, segundo a Agrinvest.

Em relação ao uso de fertilizantes, 64% disseram que reduziriam as aplicações em até 20%, enquanto 15% disseram que reduziriam o uso de adubos acima desse nível.

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Da Redação

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