728x90 (1)

ECONOMIA

Câmara aprova suspensão da prova de vida durante a pandemia

Publicados

em

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (14) o projeto que suspende até 31 de dezembro de 2021 a comprovação de vida dos beneficiários junto ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A matéria retorna para análise do Senado.

“A prova de vida presencial, num contexto de pandemia, serve como fio condutor que pode acarretar a morte daqueles que se submetem ao risco de contágio para não comprometer sua renda”, argumentou o relator da matéria, deputado Danilo Cabral (PSB-PE).

A prova de vida é realizada anualmente nas agências do INSS ou nos bancos onde o segurado recebe o benefício. “Não há justificativa para que, em um momento tão grave de crise sanitária, a prevenção a possíveis fraudes esteja acima da preservação da vida de milhões de brasileiros com o risco de corte do benefício”, disse o deputado.

Biometria

O texto estabelece o uso preferencial de biometria para a realização da prova de vida pelos beneficiários. A prova de vida continua sendo feito no mês do aniversário do beneficiário, ainda que por procuradores. Beneficiários acima de 80 anos ou com dificuldades de locomoção devem ter máxima preferência no atendimento bancário para evitar demoras e exposição do idoso a aglomerações. Além disso, o INSS deverá informar ao cidadão outros meios remotos de realizar a prova de vida para evitar deslocamentos.

Leia Também:  Câmara aprova projetos em sessão remota desta quinta-feira

Em casos de fraudes, o texto prevê a devolução ao INSS de valores pagos indevidamente após o óbito do titular do benefício ou a pessoa não autorizada.

Bloqueio do benefício

Segundo Cabral, dados do INSS apontam que, até meados do mês de junho, dos 36 milhões de segurados, 23,6 milhões haviam realizado a prova de vida, faltando 12,3 milhões de pessoas, que correm o risco de terem seus benefícios bloqueados nos próximos meses.

“Com o retorno do procedimento presencial da prova de vida, aposentados e pensionistas vêm se submetendo a aglomerações em transportes públicos e principalmente nas agências bancárias responsáveis pela checagem, quando não logram êxito no procedimento remoto, para que não tenham o pagamento do benefício bloqueado. Convocados às agências por vezes lotadas, em razão da redução de pessoal para que se cumpram as medidas sanitárias nessas instituições, permanecem por horas expostos a um vírus potencialmente mais mortal para idosos, repito, os mais atingidos pela medida”, argumentou o relator.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

CUIABÁ

Caldo feito com ossos alimenta famílias por até três dias; veja

Rede Globo mostrou fila de pessoas que não têm o que comer e vão em busca da doação de ossos

Publicados

em

A fila de pessoas que não têm o que comer e vão em busca da doação de ossos feita por um açougue do Bairro CPA 2, em Cuiabá, foi um dos destaques da noite de domingo (25), no Fantástico, na Rede Globo.

O drama ganhou repercussão nacional após uma reportagem sobre a fila dos ossos ser publicada pelo MidiaNews.

O Fantástico acompanhou a rotina de algumas das famílias que, três vezes por semana, vão ao Atacadão da Carne em busca de um dos pacotes de 2 kg de osso. Sem renda, eles vivem em situação de vulnerabilidade financeira.

Janaina, mãe solteira de quatro filhos, que perdeu o emprego no setor de limpeza de um shopping durante a pandemia, é uma delas.

Muito usados para cozinhar com feijão, os ossos ajudam a dar uma encorpada no caldo que Janaina e a vizinha, Eliana, preparam juntas.

De acordo com a reportagem, mais de 19 milhões de brasileiros acordam sem a certeza de que terão ao menos uma refeição no dia.

Leia Também:  Instituto defende acesso do setor mineral às áreas de fronteiras

A distribuição é feita há 10 anos, mas a procura aumentou muito durante a pandemia. Por isso, a empresária Samara Rodrigues de Oliveira, dona do açougue, disponibiliza dois funcionários para ajudarem na distribuição, que agora precisa ser feita três vezes na semana.

Conforme Samara, algumas pessoas chegam a comer a carne crua e outra sequer possuem oléo ou sal para fazer o preparo.

Por conta do preço do botijão de gás, usam álcool ou fogão a lenha para conseguirem cozinhar os ossos.

Veja a reportagem AQUI.

“Tudo aqui é feito no fogão à lenha agora, para a gente poder economizar gás. A gente come agora e depois a gente separa em vasilinhas e guarda no congelador e vai tirando. Dá uns dois ou três dias para mim e para ela, certinho”, explicou Janaina.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA