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ECONOMIA

Confiança de empresários e consumidores recua na prévia de outubro

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A confiança dos empresários brasileiros recuou 1,1 ponto na prévia de outubro deste ano, na comparação com o número final de setembro, e chegou a 96,4 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos. Também houve uma queda na confiança dos consumidores no período: redução de 3,9 pontos para 79,5 pontos.

Os dados foram divulgados hoje pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Entre os empresários, foram observadas quedas nos setores de comércio (-5,1 pontos) e de serviços (-1,4 ponto). A confiança da construção manteve-se estável, enquanto a indústria teve alta de 5,4 pontos e atingiu 112,1 pontos, o maior valor desde março de 2011 (112,5 pontos).

O Índice de Situação Atual dos Empresários, que mede a confiança no presente, aumentou 2,9 pontos, para 95,9 pontos, enquanto o Índice de Expectativas Empresarial, que mede a percepção sobre o futuro, caiu 3,8 pontos, para 97,2 pontos.

Entre os consumidores, o índice que mede a percepção sobre a situação atual caiu 1,9 pontos, para 70,7 pontos, enquanto o indicador que capta as perspectivas para os próximos meses teve queda de 5 pontos para 86,5 pontos.

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Edição: Valéria Aguiar

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CUIABÁ

Caldo feito com ossos alimenta famílias por até três dias; veja

Rede Globo mostrou fila de pessoas que não têm o que comer e vão em busca da doação de ossos

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A fila de pessoas que não têm o que comer e vão em busca da doação de ossos feita por um açougue do Bairro CPA 2, em Cuiabá, foi um dos destaques da noite de domingo (25), no Fantástico, na Rede Globo.

O drama ganhou repercussão nacional após uma reportagem sobre a fila dos ossos ser publicada pelo MidiaNews.

O Fantástico acompanhou a rotina de algumas das famílias que, três vezes por semana, vão ao Atacadão da Carne em busca de um dos pacotes de 2 kg de osso. Sem renda, eles vivem em situação de vulnerabilidade financeira.

Janaina, mãe solteira de quatro filhos, que perdeu o emprego no setor de limpeza de um shopping durante a pandemia, é uma delas.

Muito usados para cozinhar com feijão, os ossos ajudam a dar uma encorpada no caldo que Janaina e a vizinha, Eliana, preparam juntas.

De acordo com a reportagem, mais de 19 milhões de brasileiros acordam sem a certeza de que terão ao menos uma refeição no dia.

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A distribuição é feita há 10 anos, mas a procura aumentou muito durante a pandemia. Por isso, a empresária Samara Rodrigues de Oliveira, dona do açougue, disponibiliza dois funcionários para ajudarem na distribuição, que agora precisa ser feita três vezes na semana.

Conforme Samara, algumas pessoas chegam a comer a carne crua e outra sequer possuem oléo ou sal para fazer o preparo.

Por conta do preço do botijão de gás, usam álcool ou fogão a lenha para conseguirem cozinhar os ossos.

Veja a reportagem AQUI.

“Tudo aqui é feito no fogão à lenha agora, para a gente poder economizar gás. A gente come agora e depois a gente separa em vasilinhas e guarda no congelador e vai tirando. Dá uns dois ou três dias para mim e para ela, certinho”, explicou Janaina.

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