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ECONOMIA

Negros buscam seu espaço no mercado em MT

Segundo levantamento do Movimento Black Money, 51% dos empreendedores brasileiros são negros, sendo 61,5% do sexo feminino

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A população negra do Brasil corresponde a 56% dos mais de 200 milhões de brasileiros e o afroempreendedorismo movimenta cerca de R$ 1,73 trilhão por ano no País.

Um estudo conduzido pelo Movimento Black Money, plataforma que permite a conexão entre empreendedores e consumidores negros, mostra que 51% dos empreendedores são negros, sendo 61,5% mulheres. Em Mato Grosso, 60% das empreendedoras são negras.

Ivonete Guarino, criadora empresa Vô Contigo, é um exemplo desse recorte dos negócios mato-grossenses. Ela destaca que o ecossistema de startups é majoritariamente masculino/branco e que se sente, muitas vezes, intimidada.

Relata ser extremamente complexo ser mulher, mãe, esposa, negra e empreendedora, sem falar que é extremamente exigente consigo mesma. “Tudo tem que ser muito perfeito e é difícil equilibrar tantos papeis”, constata.

A Vô Contigo foi criada a partir das dores da empreendedora e das necessidades familiares – cuidados com a sogra com Alzheimer, pais e avós necessitando atenção. Trata-se de uma plataforma de Internet para atender idosos com serviços de transporte e concierge. O diferencial é que o profissional não só transporta o idoso, mas também acompanha o cliente em atividades diárias como consultas médicas, compras, entre outros. Conta com 12 motoristas ativos e uma psicóloga parceira

Ivonete revela que começar uma startup com pouco recurso não foi fácil e reconhece que um aporte de capital ajudaria a alavancar o negócios e fazer com que a empresa ‘caminhasse’ de forma mais rápida.

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Sua empresa foi selecionada na segunda edição do programa Grow Startup – cresça seu negócio, idealizado pela BlackRocks, aceleradora dedicada a promover negócios tecnológicos liderados por pessoas negras, que mantém a parceria com o banco BTG Pactual. Na mira estão negócios inovadores e escaláveis, focados no B2B ou B2B2C, atuantes em qualquer setor. Foram selecionadas oito startups, todas em fase de pré-operação ou operação.

Ivonete diz sentir muitas dificuldades para enfrentar os investidores.

“Apresentar pitch para eles é um medo que preciso aprender a lidar e vencer”. Mesmo assim está confiante e já planeja priorizar em sua equipe a contratação de mais mulheres e de pessoas com mais de 50 anos.

Rogério dos Santos Souza, proprietário da Boa Ideia, empresa de personalização de camisetas e outros objetos, diz não sentir preconceito por ser negro, embora se sinta discriminado por outros empresários pelo fato de seu empreendimento ser, de certa forma, alternativo. No entanto, garante ser muito bem aceito pelos seus clientes e, por ter sido um dos pioneiros no ramo, é visto como uma referência.

“Minha prioridade não é o dinheiro, mas sim a credibilidade e a minha reputação no mercado”, faz questão de deixar claro.

Sobre a temática afro, diz receber encomendas de peças tratando da negritude, especialmente de grupos musicais. Rogério adianta que fará alguns lançamentos de camisetas com fragmentos de letras de samba, para atender a demanda de várias pessoas. Minorias como LGBTQIA+ também estão entre os clientes da Boa Ideia.

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Planejamento é essencial

Liliane Moreira, da Gerência de Relacionamento e Comunicação do Sebrae MT, aponta o planejamento como essencial para quem quer empreender.

A analista técnica destaca uma inversão no cenário atual. “Hoje, o empreendedorismo por oportunidade é muito menor do que o por necessidade, que já alcança 80%, segundo a última pesquisa GEM (Global Entrepreneurship Monitor). Isso aumenta o risco do negócio não se sustentar por muito tempo”.

Segundo ela, não é errado empreender por necessidade, mas, mesmo sem muitos recursos, é importante fazer pequenas análises e buscar o máximo de informações para minimizar os riscos. E recomenda analisar os recursos disponíveis, não só o financeiro, mas a ajuda disponível na família, entre os amigos, as possibilidades de parcerias, como se posicionar nas redes sociais, observar o que as outras empresas estão fazendo, enfim, quanto mais detalhes analisados melhor.

Ela esclarece que o Sebrae disponibiliza capacitações gratuitas, como os cursos EAD (Ensino à distância) e a mentoria de 2 horas, chamada Comece pelo Sebrae, que leva o empreendedor a pensar antes de abrir um negócio e assim ser mais assertivo.

Fonte: leiagora

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ECONOMIA

Presidente sanciona lei que institui o auxílio gás

Auxílio será destinado às famílias inscritas no CadÚnico

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O presidente Jair Bolsonaro sancionou a lei que cria o Programa Gás dos Brasileiros, o chamado auxílio gás, que vai subsidiar o preço do gás de cozinha para famílias de baixa renda. A medida foi publicada hoje (22) no Diário Oficial da União e ficará em vigor por cinco anos, contados a partir da abertura dos créditos orçamentários necessários.

Cada família beneficiada vai receber, a cada dois meses, o equivalente a 50% da média do preço nacional do botijão de 13 quilos. Esse valor será estabelecido pelo Sistema de Levantamento de Preços (SLP) da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), nos seis meses anteriores, conforme regras que ainda serão definidas em decreto.

O auxílio será destinado às famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), com renda familiar mensal per capita menor ou igual a meio salário mínimo, ou que morem na mesma casa de quem recebe o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Ele será concedido, preferencialmente, às famílias com mulheres vítimas de violência doméstica que estejam sob o monitoramento de medidas protetivas de urgência. A preferência de pagamento também será para a mulher responsável pela família.

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O governo utilizará a estrutura do Auxílio Brasil para fazer os pagamentos do auxílio gás. A operacionalização do programa social é feita pela Caixa Econômica Federal.

Fonte de recursos

O programa será financiado com recursos dos royalties pertencentes à União na produção de petróleo e gás natural sob o regime de partilha de produção, de parte da venda do excedente em óleo da União e bônus de assinatura nas licitações de áreas para a exploração de petróleo e de gás natural. Além disso, serão utilizados outros recursos que venham a ser previstos no Orçamento Geral da União e dividendos da Petrobras pagos ao Tesouro Nacional.

A lei tem ainda como uma das fontes de financiamento o montante que cabe à União da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), que passará a incidir sobre o botijão de gás de 13 quilos.

Aprovado no mês passado pelo Congresso, a previsão é que o benefício terá um custo de cerca de R$ 592 milhões e poderá atender dois milhões de famílias do CadÚnico.

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Edição: Maria Claudia

Fonte: Agência Brasil

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