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CIDADES

Ciclista passa por grupo de jacarés no Pantanal e vídeo viraliza

A gravação foi feita no último domingo (25); seguidores tiveram várias reações nas redes sociais

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Fernando Fernandes se aproximou dos jacarés que descansavam na beira do rio

Um vídeo gravado pelo artista plástico Fernando Fernandes de Bessa viralizou nas redes sociais ao mostrá-lo andando de bicicleta tranquilamente em meio a um grupo de jacarés, no Pantanal.

Nas imagens, Fernando passa pelos jacarés que descansam na beira de um rio e alguns dos animais, como reação, entram calmamente de volta para água, sem demonstrar incômodo com a presença do ciclista.

Em entrevista, Fernando conta que o vídeo dividiu reações dos seguidores em suas redes sociais. Alguns, segundo ele, encararam sua ação de forma positiva e outros criticaram. “Eu recebi ameaças, fui bastante criticado por algumas pessoas, dizendo que o que fiz foi errado”, afirma.

No entanto, Fernando explica que gravou o vídeo no último domingo (25) e não tinha a intenção de passar pelos jacarés, porém uma situação que ocorreu no meio de sua pedalada fez com que ele tivesse a ideia de gravar as imagens.

O artista conta que estava andando pela Rodovia Transpantaneira quando um carro em alta velocidade passou próximo a ele e atropelou um pássaro que passava na estrada. O motorista não chegou a parar e o próprio Fernando tentou prestar socorro ao animal, que acabou morrendo.

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Depois do episódio, o ciclista viu mais a frente o grupo de jacarés e decidiu gravar um vídeo para passar a mensagem de que é possível existir harmonia entre os humanos e animais, desde que a pessoa respeite o meio ambiente.

Morando há mais de 20 anos em Poconé, Fernando relata que sempre que sai de bicicleta evita o asfalto e prefere fazer trilhas pela natureza exuberante da região. Em seu Instagram ele chega a registrar algumas imagens e afirma que constantemente se depara com animais da fauna pantaneira.

Apesar da repercussão do vídeo, ele afirma que a gravação foi um fato isolado para mostrar que é possível uma convivência saudável.

A ação do artista, apesar de repercutir de forma negativa em algumas pessoas, foi apoiada, inclusive, por biólogos, que enalteceram sua atitude e disseram que foi importante para mostrar a essência pacífica dos animais. “Na verdade eles têm mais medo da gente do que nós deles”.

Ele esclarece também que não costuma passar tão próximo aos bichos frequentemente. Apesar de avistar a vida selvagem constantemente, chegando a ver onças, capivaras, lobo-guara, ele não vê a necessidade de se aproximar dos bichos.

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“Algumas pessoas me criticaram falando que eu fico sempre fazendo isso [ter contato] e na verdade não faço direto, não era o objetivo”, afirma.

O ciclista ainda alerta que outras pessoas não repitam o vídeo ou tentem interagir com os animais sem ter conhecimento. Fernando explica que por ter sido criado sempre na fazenda e viver pela região, já sabe lidar com a fauna do Pantanal sem perturbar a existência dos animais.

Fernando finaliza enfatizando que ele apenas se esforça para enaltecer as paisagens do Pantanal, e passar uma mensagem positiva de respeito ao meio ambiente e à vida. E afirma que a mensagem do vídeo foi passada, pois é preciso reconhecer que ao tratar os animais com bondade e paz, eles retribuem.

“O que eu sempre faço é pegar a essência de tudo que vejo e tento retratar isso através de fotos e levar para as pessoas”, afirma.

Veja vídeo:

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CIDADES

Médica que atropelou verdureiro em Cuiabá será levada a júri popular

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A médica Letícia Bortolini, acusada de atropelar e matar o verdureiro Francisco Lúcio Maia, de 48 anos, será levada a júri popular. A decisão foi proferida nesta segunda-feira (8), pelo juiz Flávio Miraglia Fernandes, da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, e acata um pedido feito pelo Ministério Público de Mato Grosso.

A ré responderá por homicídio qualificado pelo meio de que possa resultar perigo comum, além de omissão de socorro, se afastar do local do sinistro para fugir à responsabilidade e conduzir embriagada.

O promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins explica que a qualificadora emprego de meio de que possa resultar perigo comum é aquela que expõe, além da vítima, um número indeterminado de pessoas a uma situação de provável dano.

Para ele, a testemunha ocular Bruno Duarte Pereira de Lins, que presenciou os fatos porque ajudava Francisco a empurrar o carrinho, poderia ter sido também vítima do atropelamento.

O crime

Conforme o processo judicial, o crime aconteceu em 14 de abril de 2018, na avenida Miguel Sutil, no bairro Cidade Verde. Letícia estava acompanhada do marido e tinha acabado de sair de um festival de churrasco.

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De acordo com a denúncia da Promotoria, a médica havia consumido bebida alcoólica no evento, antes de dirigir, fato este negado pela condutora.

No caminho de volta para casa, a motorista atropelou Francisco que estava atravessando a via, com seu carrinho de verduras. A vítima não resistiu e faleceu no local.

Após o atropelamento, Letícia seguiu em direção ao condomínio fechado onde reside, alegando que achava que havia batido em uma placa. Em sua versão, quando estava em casa foi comunicada do acidente.

“[…] havendo elementos para a pronúncia daqueles que estão sendo acusados da prática de crime doloso contra a vida, os autos serão levados ao julgamento pelo Tribunal do Júri e lá serão analisadas as provas em relação aos outros crimes conexos a este”, justifica o juiz.

Fernandes pontua ainda que após analisar os elementos de informação e provas apresentadas durante o processo, existem indícios suficientes contra Letícia, por isso a médica deve ser pronunciada, ou seja, submetida ao Tribunal.

“Assim, analisando as provas produzidas entendo que restou suficientemente demonstrada a autoria da ré e a somatória das circunstâncias ambientais envolvidas, reprisese, a acusada estava com a capacidade psicomotora alterada ainda assim assumiu direção do veículo dirigindo-o em velocidade muito superior à permitida, assumiu o risco de produzir resultado lesivo previsível, atuando com indiferença diante de tal possibilidade e também não parou para prestar socorro à vítima, logo atraiu o dolo eventual em tese, o que consequentemente afugenta de imediato a desclassificação, devendo ser submetida a julgamento pelo Tribunal do Júri”, reforça.

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