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Especialistas alertam para a 3ª onda da covid-19 em MT

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Pesquisa: cepa do Amazonas do coronavírus gera mais carga viral

Afrouxamento das medidas de restrições contra o coronavírus (covid-19) associado à falta de conscientização da população, variantes do vírus e lentidão na imunização podem levar Mato Grosso a enfrentar uma 3ª onda da pandemia. Especialistas afirmam que após uma quarentena mais rígida, o ideal é um planejamento em rede entre os gestores para a retomada gradativa da circulação de pessoas, com objetivo de evitar que as altas estatísticas se tornem um cenário permanente e milhares de pessoas continuem morrendo devido à infecção pelo vírus.

O infectologista e pesquisador do Instituto de Comunicação e Informação Científica em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Icict/Fiocruz), Diego Xavier, diz que apesar de uma tendência de diminuição de óbitos, MT ainda enfrenta um nível muito alto no número de casos. A taxa de ocupação de leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) continua em torno de 90%. Ressalta que há de se reconhecer que foram tomadas de medidas restritivas mais intensas. Mas, se não houver cautela nesse momento de retomada, atenção aos sintomas, testagem aos primeiros sinais de uma possível infecção e isolamento das pessoas em casos positivos, inevitavelmente haverá mais uma vez uma curva ascendente e consequentemente mortes.

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Ele frisa que a Capital oferece suporte para vários municípios menores que não dispõem do atendimento especializado, principalmente UTI e por isso, os cuidados devem ser coletivos. Os municípios que não estão tomando nenhum cuidado acabam enviando pacientes para a Capital, sobrecarregando o sistema de saúde local. Isso, conforme o infectologista, pode trazer uma insegurança para a população fazendo com que ela acredite que as medidas de restrições não funcionam.

“Cada município sozinho não resolve o problema, é preciso mudar de estratégia para tentar colher resultados diferentes, caso contrário continuamos sofrendo com esse caos instalado”.

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14% da população cuiabana já se infectou com o novo coronavírus

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Dados do boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), desta sexta-feira (4), demonstram que 14% da população de Cuiabá já se infectaram com o novo coronavírus. A capital mato-grossense lidera no número de casos confirmados da doença.

Conforme o painel, 87.249 casos de covid-19 foram registrados em Cuiabá. Levando em consideração a população de 618.124, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2020, 14% das pessoas da capital mato-grossense já foram acometidas pela doença.

O boletim aponta também que 414.560 casos de covid-19 foram registrados em Mato Grosso, desde o começo da pandemia. Isso significa dizer que, do total de casos, 21% ocorreram na população cuiabana.

Rondonópolis fica em segundo lugar com maior número de casos. Com 30.098 casos confirmados de covid-19, 12% da população rondonopolitana já contraiu a doença, uma vez que o município conta com 236.042 pessoas. Rondonópolis corresponde a 7% do número total de casos no estado.

Em seguida, 9% dos várzea-grandenses também foram infectados com o novo coronavírus. Em relação ao número de casos de Mato Grosso, Várzea Grande registrou 6,9% de contaminações.

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Sinop se aproxima dos dados de Cuiabá, também com 14% da população contaminada, já que 14.005 pessoas moram no município. Do número de casos confirmados no território mato-grossense, 4% foram em Sinop.

Dentre os dez municípios com maior número de casos de Covid-19 estão: Cuiabá (87.249), Rondonópolis (30.098), Várzea Grande (28.698), Sinop (20.473), Sorriso (14.189), Tangará da Serra (14.181), Lucas do Rio Verde (12.680), Primavera do Leste (10.724), Cáceres (8.849) e Alta Floresta (7.930).

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